O Programa Ilhas do Conhecimento, coordenado pela professora Gema Conte Piccinini, da Escola de Enfermagem da UFRGS, teve início em janeiro de 2011, dentro do Projeto Convivência da PROREXT /UFRGS denominado Quem sujou minha água, coordenado pela mesma, juntamente com o professor Clovis Buges, com participação de alunos de diversos cursos, que permaneceram na Ilha durante uma semana, alojados na sede local da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA/RS), da Área de Proteção Ambiental (APA) do Delta do Jacuí, na Ilha da Pintada. Durante sete dias, a equipe lá esteve, envolvida com o objetivo de conhecer a realidade da comunidade, diagnosticar suas necessidades e, consequentemente, foram planejadas ações de extensão que possibilitassem a permanência na Ilha, com a implantação de projetos específicos.

Diante da acolhida da comunidade e de suas associações para o trabalho então iniciado, foi criado o Programa, como estratégia para construir algo que trouxesse benefício tanto para a comunidade como para a formação acadêmica dos alunos da Universidade, e que se constituísse num espaço de alargamento das ações de sala de aula. Desse modo, a partir de um processo de planejamento participativo e coletivo, numa dimensão interdisciplinar, nasceu o Programa Ilhas do Conhecimento: compartilhando práticas e saberes entre as comunidades universitárias e a APA/Delta do Jacuí.

Não tardou para se perceber que havia no local uma realidade em transformação onde, entre progresso e desenvolvimento, parecia haver sinais de fragilização do ecossistema local. Desse modo, nasceu dentro do Programa a ideia de montagem de um museu que documentasse esse processo.

A Associação dos Amigos A Associação dos Amigos, Artesãos e Pescadores da Ilha da Pintada (AAPIP) acolheu a ideia e cedeu um espaço mínimo, onde se iniciou a coleta e registro de objetos representativos do patrimônio local. A primeira peça recolhida foi uma carcaça de uma pequena tartaruga atropelada no asfalto, que simbolizou a proposta da equipe em voltar seus olhos para o cuidado com a natureza local.

Buscando concretizar a ideia, foi encontrada no curso de Museologia da FABICO/UFRGS a parceria necessária para abraçar esse empreendimento, que hoje é uma realidade sob o nome de Museu da Ilha da Pintada, sediado no CTG Madrugada Campeira, e concretizado neste museu virtual, que acolhe e possibilita o registro e a divulgação da caminhada ininterrupta do Programa Ilha do Conhecimento na Ilha da Pintada. Aqui poderão ser acessados todos os documentos produzidos, contendo narrativas de pessoas cujas histórias de vida fazem parte da própria história da Ilha da Pintada.

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