Questões como identidade, patrimônio e cultura permeiam o cotidiano de toda a sociedade. Desse modo, é função do museu integrar-se ao sistema escolar para realizar atividades que incentivem os alunos a se apropriarem do seu território, de sua ilha, de sua história e de suas tradições, ou seja, do seu patrimônio cultural.

A educação para o patrimônio está voltada para o cenário urbano, para o patrimônio cultural local ou patrimônio comunitário. Trata-se do momento em que o museu e a comunidade têm oportunidade de dialogar e lançar novos olhares críticos sobre o seu local, além de possibilitar um entendimento e questionamento sobre o potencial de trocas sociais que o espaço museal permite, através de sua ação educativa.

É uma metodologia de ação da  Museologia Social, movimento surgido no campo da Museologia na década de 70, a partir das ideias de Paulo Freire, consolidadas por Hugues de Varine, que, ao invés da tradicional preocupação dos museus com seus acervos, públicos  e prédios, dirige seu foco para o indivíduo, para o território e para a memória da comunidade. Ela abre portas e janelas dos museus, transforma-os em ecomuseus, economuseus, museus de território e museus comunitários, para que as pessoas façam desses espaços o fórum de discussão de seus anseios, ideias e sonhos.

As ações de educação para o patrimônio valorizam a cultural local, o que lhes permite contribuir para o fortalecimento dos vínculos entre as pessoas,  reforçando a memória coletiva e a identidade, o que se estabelece através do patrimônio. Com isso, permite também que o Museu da Ilha da Pintada se torne um espaço de democracia, de valorização dos direitos de cada indivíduo e de construção de novas estratégias de desenvolvimento e mudança social.

Diante disso, o projeto das oficinas na Ilha, voltado ao reconhecimento do território, da história, da cultura e do ambiente como patrimônio cultural de seus moradores, são definidas como educação para o patrimônio.